Czytaj książkę: «Casamento de compromisso»

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Editado por Harlequin Ibérica.

Uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Núñez de Balboa, 56

28001 Madrid

© 2002 Emma Darcy

© 2019 Harlequin Ibérica, uma divisão de HarperCollins Ibérica, S.A.

Casamento de compromisso, n.º 696 - setembro 2020

Título original: The Honeymoon Contract

Publicado originalmente por Harlequin Enterprises, Ltd.

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial. Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.

® Harlequin, Sabrina e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.

® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença. As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.

Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises Limited. Todos os direitos estão reservados.

I.S.B.N.: 978-84-1348-574-4

Conversão ebook: MT Color & Diseño, S.L.

Sumário

Créditos

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 6

Capítulo 7

Capítulo 8

Capítulo 9

Capítulo 10

Capítulo 11

Capítulo 12

Capítulo 13

Capítulo 14

Capítulo 15

Capítulo 16

Capítulo 17

Capítulo 18

Capítulo 19

Se gostou deste livro…

Capítulo 1

Matt King tinha passado um dia maravilhoso, a navegar nas águas límpidas do rio Trully com os seus amigos. Era bom ser solteiro e descomprometido, livre para se aproveitar de diversões e jogos à hora que quisesse. Aos trinta anos, Matt calculou que ainda tinha mais alguns anos, antes que o casamento se tornasse um item sério na sua agenda, e não estava disposto a ser vítima de nenhum plano da sua avó para o levar ao altar.

A actividade do dia fora uma desculpa perfeita para não aparecer no almoço de domingo que ela organizara, com a proposta de apresentar a sua mais recente protegida à família. Matt sabia que estava apenas a prorrogar o inevitável. Mais cedo ou mais tarde, teria de conhecer aquela tal Nicole Redman.

Seria difícil evitá-la por seis meses inteiros, uma vez que fora contratada para escrever a história da família e ficaria hospedada no Castelo King enquanto durasse o projecto. Entretanto, ele estava determinado a não cair na armadilha da sua avó.

O telefone tocou quando Matt estava prestes a acomodar-se para ver um pouco de televisão antes de ir para a cama. Sentindo-se em paz consigo mesmo e satisfeito pela pequena fuga do dia, sorriu quando ouviu a voz da avó do outro lado da linha.

– Ah! Estás a salvo em casa, Matteo – disse ela, mostrando a sua desaprovação sobre desportos perigosos que punham a vida em risco sem uma boa razão.

– Sim, avó. Tive cuidado para não partir nenhum osso – brincou.

– Mais por sorte do que por cuidado – resmungou ela antes de ir directamente ao assunto da chamada. – Vais estar no escritório da tua empresa de autocarros de turismo amanhã cedo?

Tem alguma coisa planeada, pensou Matt. A avó conhecia muito bem a rotina do seu trabalho. Metade da semana, ele supervisionava as plantações de frutas exóticas, mas as segundas e as sextas-feiras eram gastas com a companhia de transportes que, tinha orgulho de dizer, era fruto apenas do seu trabalho.

– Sim – replicou ele, esperando pela verdadeira intenção da pergunta da avó.

– Óptimo! Enviarei Nicole. Quero que lhe dês uma autorização para que possa viajar em qualquer um dos seus autocarros de turismo sem pagar o bilhete.

– Ela não tem carro? – perguntou Matt secamente, sabendo que estava prestes a ser apanhado na armadilha, mesmo que protestasse.

– Sim. Mas os autocarros de turismo dar-lhe-ão uma visão mais ampla da área que terá de pesquisar, e os seus motoristas podem dar-lhe resumos de histórias enquanto dirigem.

– São mais coscuvilhices do que factos, avó. O objectivo é entreter, não fornecer informações.

– Isso acrescenta um certo sabor, que é especial no extremo norte de Queensland, Matteo. Uma vez que Nicole não está familiarizada com o Porto Douglas e os seus arredores, não vejo isso como um desperdício de tempo.

– Que pena não teres contratado alguém local, assim não terias de começar do zero – advertiu ele.

– Nicole Redman tinha as qualificações que eu queria para este projecto.

– Nada supera o conhecimento local – argumentou, suspeitando que as qualificações tinham muito pouco a ver com escrever uma história de família.

Ele estava bem atento aos «joguinhos» de encontros arranjados pela sua avó. Os seus dois irmãos mais velhos não tinham conseguido escapar e lá estavam eles, lindamente casados com as noivas, que pensavam ter sido escolhidas por eles.

Não que Matt tivesse algo contra elas. Gina e Hannah eram óptimas pessoas. Porém, agora sabia que tinham sido escolhas da sua avó para Alex e Tony, antes mesmo deles as terem conhecido.

Felizmente ele tinha ouvido por acaso a conversa triunfante com Elizabeth King no casamento de Tony, além da proclamada esperança de que ela seria capaz de encontrar uma esposa adequada para o seu terceiro neto. Matt desconfiava que Nicole Redman era a candidata seleccionada.

Ela provavelmente não sabia daquilo, assim como ele também não deveria saber. Mas isso não mudava o jogo. A chegada da rapariga à cena familiar, repetia o modelo anterior da sua avó, empregando uma mulher jovem que acabaria por casar-se com um dos seus netos. Uma vez que ele era o único que permanecia solteiro…

– Muitas pessoas podem fazer pesquisas e escrever uma lista de factos, Matteo – declarou ela em tom de desdém. – Mas ter a habilidade de contar uma história de maneira envolvente é outra coisa. Realmente não quero um livro amador. Isto é importante para mim.

Aquilo era puramente Isabella Valeri King… que não gostava de ser contrariada. Mesmo aos oitenta anos de idade, ainda era uma personagem formidável e Matt amava-a e respeitava-a demasiado para não ceder… um pouco.

– Desculpa-me, avó – pediu ele, rapidamente. – Sabes bem o que queres e se uma autorização de livre trânsito a ajudar no projecto, ficarei muito feliz em fornecê-la.

Aquilo só lhe tomaria um minuto. Uma breve reunião durante o horário de trabalho, sem nenhuma obrigação social envolvida, serviria para satisfazer a sua curiosidade sobre o que tornava Nicole Redman tão adequada para ele aos olhos da sua avó.

– Pensei que a pudesses suprir com mapas rodoviários que ela necessitará quando se resolver aventurar por si mesma. Explicar-lhe as várias áreas de interesse familiar, e qual a melhor forma de lá chegar.

Matt pôde ver o minuto esticando-se para meia hora, mas não tinha meios de recusar a solicitação razoável.

– Certo. Deixarei os mapas prontos para ela. – Com todas as plantações marcadas, do Cape Tribulation ao Innisfail. Aquilo economizaria tempo e evitaria uma maior proximidade dos dois, a qual a sua avó estava indubitavelmente a conspirar.

– Obrigada, Matteo. Quando seria mais conveniente que Nicole chegasse aí?

Nunca. Suprimiu o impulso de falar e respondeu:

– Oh, digamos, dez e meia?

A ligação terminou com aquele consentimento e, por um tempo, ele meditou sobre quão esperta era a sua avó, mantendo-se estritamente nos negócios, sem nenhuma pista de estar a tentar favorecer um encontro pessoal, nem mesmo um comentário sobre Nicole Redman como pessoa, simplesmente a pressionar um encontro com razões puramente comerciais.

Poderia ele estar enganado sobre a conspiração?

Não, aquele era o modo de acção de Isabella.

Tinha surgido com Gina Terlizzi, uma cantora de casamentos, justamente quando Alex estava a planear casar-se com uma mulher da qual a sua avó não gostava. Com razão, Matt tinha de concordar. Ele também não gostara de Michelle Banks e estava feliz por Alex a ter trocado por Gina. Apesar de ter sido a mão de Isabella que produziu o resultado desejado.

Então armara uma armadilha bem organizada para Tony, escolhendo Hannah O’Neill para ser a nova chefe de cozinha do seu catamarã, Duquesa. Independentemente da sua qualificação questionável para ser uma cozinheira. Tony cometera o erro de dar à avó a tarefa de entrevistar as candidatas para chefe de cozinha e optar, o que lhe permitiu presenteá-lo com um caso encerrado que selou o seu destino. Era impossível ignorar as outras qualificações de Hannah quando estas estavam inexplicavelmente diante dele. Tony apaixonara-se imediatamente.

Duas protegidas casaram-se com os seus dois irmãos.

A terceira estava a vir.

Nicole Redman só podia ser o alvo da sua avó. A única dúvida era… que armas tinha ela para o arrastar para o altar? Aquilo adicionou um interesse picante à reunião da manhã seguinte.

Riu-se, confiante, enquanto ligava a televisão.

Independentemente do que fosse aquilo, ele estava inume. Não tinha uma lua-de-mel ligada ao contrato de Nicole Redman com a sua avó. Matt não estava pronto para se casar e ponto final!

Capítulo 2

Nicole parou no último degrau da escadaria que descia para a rua Wharf e olhou para trás, avistando o castelo dos King e maravilhando-se com o facto de um lugar daqueles ter sido construído ali há tantos anos atrás.

O extremo norte de Queensland era muito longe de Roma. Entretanto, Frederico Stefano Valeri, pai de Isabella, certamente tinha empregue a sua herança italiana quando construiu aquele impressionante palacete no topo da montanha, com vista para o Porto Douglas.

Lar e família, pensou Nicole, recordando-se dos dois netos que conhecera no dia anterior, ambos passando a certeza de que cuidariam de qualquer problema que aparecesse. O sentido de herança e tradição familiar estava demasiado vivo neles, nutrido, sem dúvida, pela extraordinária avó. Seria interessante ver se o neto mais jovem se encaixava nos mesmos moldes.

Três irmãos, Alessandro, António, Matteo, carregando o passado para o futuro, dando continuidade aos negócios que tinham sido começados por Frederico quando deixara a Itália em busca de uma vida nova na Austrália, em 1906. Uma família fascinante, com uma história fascinante e um presente igualmente fascinante, decidiu Nicole, virando-se do castelo para continuar a caminhada até ao escritório da King Turismo.

Eram apenas dez horas da manhã, mas o calor já estava a atravessar o seu chapéu de palha. Era muito fácil apanhar uma insolação nos trópicos. Ela tinha sido avisada, e mantinha-se sob a sombra das árvores que margeavam a rua, enquanto descia preguiçosamente a montanha para o principal centro comercial.

De pele clara, usava protector solar nos braços, pernas e rosto para se proteger contra as queimaduras de sol. Ser ruiva tinha desvantagens num país devotado ao sol e cheio de espaços ao ar livre.

Felizmente, sempre amara os livros. Ler e escrever eram os seus grandes prazeres. Estar num ambiente fechado nunca fora um sofrimento, e o facto de ter vivido com o seu pai nos últimos anos da sua vida, deixara-a com o hábito de ser uma pessoa noctívaga. Hábito que teria de mudar enquanto estivesse a trabalhar com Isabella Valeri King.

Contudo, havia um brilho especial nas manhãs em Porto Douglas, uma magia na alvorada sobre o oceano, um tipo de luz que deixava as cores mais vibrantes.

Tudo era diferente. O ritmo desacelerado da cidade, sem agitação e tumulto, o calor do dia seguido por uma inacreditável pancada de chuva na maior parte das tardes. Aquilo estimulava um recado da natureza e a necessidade de viver em harmonia com ela.

Nicole sentia-se muito longe da vida urbana, como se se tivesse mudado para um outro mundo, que funcionava dentro de parâmetros totalmente próprios. Era um mundo muito atraente, que poderia facilmente transformar-se num vício.

Ali estava ela, a andar num ritmo preguiçoso, sandálias baixas calçadas, um vestido amarelo sem mangas que deslizava pelo seu corpo, mínima lingerie, um chapéu de palha na cabeça, exibindo um grande girassol, e não se importava com o que as pessoas pudessem pensar dela. Nenhum estudante para ensinar, nenhum colega académico empurrando-lhe agendas políticas, nenhuma crítica sobre o livro que ela escrevera sobre a vida do seu pai.

Liberdade…

Nicole sorriu, feliz com a sensação. Era como estar a começar uma vida nova, embora nos próximos seis meses tivesse de pesquisar vidas passadas, a escrever uma história. Mas era uma história que não vivera e sobre uma família que tinha sofrido e sobrevivido, e que ainda possuía sucesso. O tipo de família que ela não tinha e que nunca conhecera. Outra atracção… descobrir como era, na verdade, pertencer a um lugar, ter raízes profundas.

Andou pela rua Macrossan até encontrar o Edifício King, onde Alessandro, Alex, como todos o chamavam, excepto a sua avó e Rosita, a velha e maternal governanta italiana do castelo, geria investimentos e desenvolvimento de propriedades, assim como lidava com todos os negócios ligados às plantações de cana.

Mais para baixo, na rua Wharf, estava a marina onde António, Tony, operava a linha de catamarãs King Cruzeiros, levando turistas para o recife Great Barrier. Aquela era a sua empresa pessoal, mas também cuidava das plantações de chá, que pertenciam à sua família. Nicole pretendia conhecer o escritório da empresa King Cruzeiros, depois da reunião com Matteo, Matt.

Virou na rua Owen, a qual conduzia ao escritório principal da King Turismo. A companhia de transportes era uma ideia de Matt e um dos tours que ele fazia era para a sua fazenda de frutas exóticas, uma extensão das plantações de frutas tropicais que era a sua responsabilidade nos negócios da família.

Era interessante que nenhum dos três irmãos tinha simplesmente aceite as suas heranças e contentado em viver delas. O que podiam ter feito, devido à prosperidade de todas as plantações. Claro, variedade era sempre uma situação saudável em qualquer negócio financeiro, mas Nicole suspeitava que o sangue pioneiro corria fortemente nas veias daqueles homens. Talvez fosse o desafio de perseguir mais coisas que os impulsionava.

Certamente Alex e Tony King eram diferentes de todos os homens de cidade que ela conhecera. Eram muito civilizados, educadíssimos, e ainda tinham uma masculinidade que era, de alguma forma, mais agressiva. Nos olhos da mente, Nicole podia ver os dois a lutar, ombro a ombro, emanando a atitude de que nada os iria derrubar. Talvez fosse pura imaginação, mas aquela era a impressão que tivera deles.

Será que o terceiro irmão era como os outros dois?

Foi com essa pergunta em mente que Nicole entrou no escritório da King Turismo. Um rapaz de rosto puro, perto dos vinte anos, estava sentado numa enorme mesa em forma de «L». Levantou os olhos da papelada de trabalho, olhou-a rapidamente e esboçou um sorriso de boas-vindas.

– És a menina Redman?

– Sim.

Ele apontou para a porta que ficava ao lado da sua mesa.

– O chefe está aí no escritório. Separou todos os mapas para ti. – Os olhos azuis piscaram, como se aquela informação reflectisse alguma piada particular. – Eu mesmo marquei os locais de interesse principais, para não se perder – acrescentou ele, fazendo com que Nicole se perguntasse se ele fora informado de que ela era a navegadora mais perdida do mundo.

O rapaz abriu-lhe a porta.

– Menina Redman – anunciou, antes de ela sequer pensar em tirar o chapéu.

Tudo aconteceu tão rápido que Nicole se viu dentro da sala de Matt King, com o chapéu ainda na cabeça e o bom sentido completamente disperso por estar a confrontar o homem. Não como Alex. Nem como Tony. Aquele irmão era absurdamente bonito, extremamente sexy. Matt era uma obra-prima.

Os cabelos eram negros, brilhantes e encaracolados, um convite atormentador para serem tocados. Os cílios longos e espessos destacavam os olhos cor de chocolate. E a pele cor de jambo parecia ser tão macia, que os dedos de Nicole formigaram de desejo de deslizar por ela. E, acima de tudo, um corpo de tirar o fôlego.

Ele saiu de trás da mesa, alto, grande, vestindo uma camisa azul desportiva e umas calças de sarja azul-marinho, dentes brancos a cintilar, e Nicole sentiu como se cada gota de oxigénio se estivesse a esvair dos pulmões. O coração disparou no peito. Foi o puro instinto de defesa que a fez levantar as mãos, tirar o chapéu e colocá-lo à sua frente, como uma barreira contra o impacto da aproximação dele.

A acção fê-lo parar e as faces de Nicole coraram de vergonha. Que coisa desajeitada a fazer, nada graciosa. E provavelmente despenteara os cabelos. Ele estava a olhar para eles.

Matt franziu as sobrancelhas quando a olhou, os olhos brilhantes, parecendo tão negros quanto os seus cabelos, e com um poder tão penetrante que a fez tremer por dentro.

Nicole teve a estranha sensação que ele estava a procurar por algum sinal de identificação. O que a forçou a recobrar o bom sentido e falar:

– A sua avó enviou-me. Sou Nicole Redman.

– Red… – disse ele num tom irónico. Então pareceu recordar-se. – Desculpe-me por olhá-la. Mas essa cor de cabelos não é muito comum. Surpreendeu-me. – Ele deu um passo para frente e ofereceu-lhe a mão. – Matt King.

Ela retirou a mão direita do chapéu e cuidadosamente apertou a dele.

– Prazer em conhecê-lo – conseguiu dizer, absorvida pela onda de choque proveniente do toque masculino, com o máximo de controlo que pôde obter. Uma onda de calor latejou o seu braço e fez o coração acelerar.

O olhar dele deslizou até à sua boca, estudando-a, como se procurasse desvendar segredos que ela não estava a revelar.

– Nicole Redman… – ele pronunciou o nome bem devagar, como se testasse o sabor e a textura. – Esta reunião está atrasada, mas sem dúvida, num instante trocaremos todas as informações necessárias.

Matt devia estar a referir-se a não ter comparecido no almoço familiar de domingo, ainda que o olhar estivesse a indicar algo mais. Sentou-se na cadeira que ele indicou, sem dizer nada.

Nicole ficou imensamente grata por aquilo. Os joelhos pareciam geleia. As pernas também estavam bambas.

Não que não tivesse uma pista de como Matt King poderia ser. Afinal, conhecera os seus dois irmãos no dia anterior, ambos bonitos e carregando uma aura de poder. Ela fora capaz de os ver objectivamente. Mas Matt era diferente. Por que se sentia tão afectada por ele?

Era uma loucura. Ela tinha vinte e oito anos e conhecera centenas de homens. Provavelmente, milhares. Mas nenhum deles invadira o seu interior daquela maneira. Talvez estivesse a sofrer uma insolação e simplesmente não sabia. Pensando naquilo, ficou levemente zonza. E muito quente. Se se sentasse quieta apenas por um ou dois minutos, ficaria bem.

Tirou a carteira do ombro e colocou-a ao pé da cadeira, pôs o chapéu no colo e focou o girassol. Quando Matt King se sentasse no seu lugar e começasse a conversar, ela estaria pronta para o encarar e agir normalmente.

Tudo o que precisava dele era a autorização de livre trânsito nos autocarros turísticos e os mapas da cidade, marcados pelo assistente dele. Aquilo não levaria muito tempo, graças a Deus. Algumas palavras educadas e estaria fora dali.

Estava trémula, o coração disparado… Com certeza, teria de ser mais cuidadosa naquele calor tropical. Conduzir, não andar. Aquela era a resposta. Quando Matt King falasse, ela levantaria o olhar, sorriria e tudo estaria certo.